sábado, novembro 11, 2006

Ó Capados Heróis!


[SONETO NAPOLEÔNICO]

Tendo o terrível Bonaparte à vista,
Novo Aníbal, que esfalfa a voz da Fama,
"Ó capados heróis!" (aos seus exclama
Purpúreo fanfarrão, papal sacrista):

"O progresso estorvai da atroz conquista
Que da filosofia o mal derrama?..."
Disse, e em férvido tom saúda, e chama,
Santos surdos, varões por sacra lista:

Deles em vão rogando um pio arrojo,
Convulso o corpo, as faces amarelas,
Cede triste vitória, que faz nojo!

O rápido francês vai-lhe às canelas;
Dá, fere, mata: ficam-lhe em despojo
Relíquias, bulas, merdas, bagatelas.

O Glosador Motejoso

Imagem: Robert Mapplethorpe

Targets

Jasper Johns "Target with Four Faces", 1955

Kenneth Noland, "Warm Reverie",1962

Henrik Plenge Jakobsen, "Everyting is Wrong", 1996

Stuart Davis, "Lucky Strike", 1921

quarta-feira, novembro 08, 2006

Uma Natureza...


House with pool series, Teresa Hubbard/Alexander Birchler

Outra...



Stripping series, Teresa Hubbard/Alexander Birchler

segunda-feira, novembro 06, 2006

sábado, novembro 04, 2006

A sinologia chega às artes e muda de vermelho para rosa...


... talvez ensaiando os prazeres e as delícias das próximas Olimpíadas...

Contemporary Arts Exhibition in Nanjing

Danke, L.T.


J'aime le rire de la femme sérieusement expérimentée au rire.

sexta-feira, novembro 03, 2006

a propósito de

To the girls e a A Sagração da Primavera .


Marilyn Minter


Orlan , Le rire est le propre de la femme

Sujeito e objecto da sua obra

( ver Intra-venus de Hannah Wilk )

Rebecca Warren,Croccioni,2000 unfired clay and plinth

Vem Joane, o Parvo, e diz ao Arrais do Inferno:
PARVO
Hou daquesta!
DIABO
Quem é?
PARVO
Eu soo. É esta a naviarra nossa?
DIABO
De quem?
PARVO
Dos tolos.
DIABO
Vossa. Entra!
PARVO
De pulo ou de voo? Hou! Pesar de meu avô! Soma, vim adoecer e fui má-hora morrer, e nela, pera mi só.
DIABO
De que morreste?
PARVO
De quê? Samicas de caganeira.
DIABO
De quê?
PARVO
De caga merdeira! Má rabugem que te dê!
DIABO
Entra! Põe aqui o pé!
PARVO
Houlá! Nom tombe o zambuco!
DIABO
Entra, tolaço eunuco, que se nos vai a maré!
PARVO
Aguardai, aguardai, houlá! E onde havemos nós d'ir ter?
DIABO
Ao porto de Lucifer.
PARVO
Ha-á-a...
DIABO
Ó Inferno! Entra cá!
PARVO
Ò Inferno?... Eramá... Hiu! Hiu! Barca do cornudo. Pêro Vinagre, beiçudo, rachador d'Alverca, huhá! Sapateiro da Candosa! Antrecosto de carrapato! Hiu! Hiu! Caga no sapato, filho da grande aleivosa! Tua mulher é tinhosa e há-de parir um sapo chantado no guardanapo! Neto de cagarrinhosa!
Furta cebolas! Hiu! Hiu! Excomungado nas erguejas! Burrela, cornudo sejas! Toma o pão que te caiu! A mulher que te fugiu per'a Ilha da Madeira! Cornudo atá mangueira, toma o pão que te caiu!
Hiu! Hiu! Lanço-te üa pulha! Dê-dê! Pica nàquela! Hump! Hump! Caga na vela! Hio, cabeça de grulha! Perna de cigarra velha, caganita de coelha, pelourinho da Pampulha! Mija n'agulha, mija n'agulha
!

...Dolorosa


Louise Bourgeois Why have you run so far away

quinta-feira, novembro 02, 2006

quarta-feira, novembro 01, 2006

epitáfios-molduras-santos-era-uma-vez-um-dia














My mother indoctrinated me after her fashion: she made me learn by heart certain precepts and prayers: but i feel that i was governed by these less than by my nerves and my blood."
(Machado de Assis, "Epitaph of a Small Winner, 1880)

Sasha Waltz: http://www.sashawaltz.de/

(P.S.Grata pelo convite...Um abraço a todos)

Ah, Soror Mariana!

George Maciunas